terça-feira, 11 de abril de 2006

SOLIDÃO

se a solidão tivesse um fio cortante,
meu peito estaria despedaçado.
essa angústia me arruína
como um furacão em seu auge de fúria.
não é nada fácil estar sozinho...
a dor nunca acaba...

preciso de um limpador para almas enegrecidas
e um colírio para meus olhos vermelhos de chorar.
preciso de alguém que me ame,
que me aceite com todos meus limites,
e que apesar de todos meus defeitos,
diga-me “eu te amo” como jamais antes ouvi.
preciso que a solidão fique cega
e que nunca mais encontre o caminho para meu quarto.

quero voltar à vida,
porque sem amor e sem amar,
sinto-me trancado num caixão apertado.

Um comentário:

  1. José Fernando12/4/06 13:11

    Bom, isso: "Na dúvida, fôda!"


    De um poeta do Espírito Santo, Valdo Motta:

    "AS BRINCADEIRAS SÉRIAS

    Por amor, sou aio e amo
    de quem amo, e o persigo,
    me abomino na lama,

    enfrento quelaquer perigo.
    Se amo mesmo quem amo
    sou meu próprio inimigo,

    pois matei o que morreu
    em mim ao me dar sem dó
    à mó que moeu meu eu.

    Só pode amar quem moeu
    seu eu na amorosa mó,
    e desse pó renasceu."

    ResponderExcluir