sexta-feira, 28 de abril de 2006

"todo conhecimento
da intimidade das coisas
é imediatamente um poema."
(Gaston Bachelard)

C'EST LA VIE [Ato V]

- eu quero ser o Batman!
- eu quero ser o Super-Homem!
- eu quero ser o Homem de Gelo!
- e você, Fabricio?
- hmmm... eu quero ser a Mulher Maravilha...

é de pequenino que se torce o pepino! rs...

C‘EST LA VIE [Ato IV]

ele disse: "você é maravilhosoooo...!"
eu respondi: "obrigado, lindo!"
eu pensei: "... e eu ainda nem fiz nada..."

tem algo errado nessa história!...
preciso descobrir urgente!!

terça-feira, 25 de abril de 2006

"O trabalho dignifica o homem."
(Ditado Popular)
Foda-se a dignidade!... Eu quero é descansar!

quarta-feira, 19 de abril de 2006

POEMA ERRADO

um pedra no meio do caminho,
no meio do dedo um espinho,
um calafrio de ponta a ponta,
uma vontade de chorar que toma conta
e minh'alma arrebenta.

pensamentos em puro devaneio,
meu corpo partindo-se ao meio,
uma tentativa falhada,
novamente uma paixão frustrada,
por conta de outra escolha errada.
Não tenho nunca mais, não tenho sempre. Na areia
a vitória deixou seus pés perdidos.
Sou um pobre homem disposto a amar seus semelhantes.
Não sei quem és. Te amo. Não dou, não vendo espinhos.
Alguém saberá talvez que não teci coroas
sangrentas, que combati o engano,
e que em verdade enchi a preamar de minha alma.
Eu paguei a vileza com pombas.
Eu não tenho jamais porque distinto
fui, sou, serei. E em nome
de meu mutante amor proclamo a pureza.
A morte é só pedra do esquecimento.
Te amo, beijo em tua boca a alegria.
Tragamos lenha. Faremos fogo na montanha.

(Pablo Neruda)

DOR DE AMOR

fantasmas permeiam meu mundo
medos, que como moribundos
teimam em me atormentar.

a felicidade sempre passa por mim
me acorda, se mostra, e no fim
ameaça, por nada, me deixar.

nessas horas a angústia, minha amiga,
desenterra qualquer coisa muito antiga
e me traz a dor de relembrar

de amores que nunca tem final
porque o medo no estado terminal
não deixa o que é novo começar.

sem fim por não ter simples começo
de minha triste história me compadeço
e vivo um viver de chorar.

quem sabe um dia todo esse monte de dor
ceda lugar para um destemido amor
que me faça, de novo, na vida acreditar.

domingo, 16 de abril de 2006

ANTES

arranque do meu âmago
toda a podridão,
lave minh’alma
com tuas lágrimas
e me devolva à vida.

aceite o meu mundo
e durma ao meu lado.
seja minha droga,
meu castigo,
minha sina,
meu pecado.

brinque com meus sentidos,
tire-me do sério.
assopre minhas costas,
beije meu pescoço
e, depois, goze comigo.
mas antes...

arranque do meu âmago
toda a podridão,
lave minh’alma
com tuas lágrimas
e me devolva à vida.