O mundo não precisa de mais um texto sobre o Steve Jobs,
muito menos um meu.
Desde a última quarta-feira, o
planeta inteiro parou para expressar sua tristeza e prestar uma justa homenagem
a Steve Jobs. Lindas por sinal. Quem diria que um dia, ele e sua Apple, os "underdogs" mais queridos da história, fossem ocupar uma CNN inteira e ficar do
tamanho de um Elvis Presley.
Bom, eu diria.
E acho que muitos diriam também. Precisava ser assim. E por isso resolvi
escrever esse “bilhetinho” aqui para seguir junto no comboio.
Em 1997 a Wired chegava as bancas com uma capa que ficou
famosa: o logo da Apple, todo enrrolado por uma coroa de espinhos e uma
palavra: “Pray”.
Era a morte
anunciada da Apple.
Eu lembro até
da banca que eu estava quando vi essa capa. Bateu uma raiva, uma tristeza,
parecida com a de hoje. Não em tamanho, mas conceitualmente.
Com a Wired na
mão eu ficava pensando: Como assim? Como pode acontecer isso com uma empresa
como a Apple? Como pode uma marca que faz tudo certo – aliás, muito melhor do
que qualquer outra, ter um final desses?
Era como se o
mal estivesse ganhando do bem. Mas aí, no último instante, o super-herói SJ
apareceu e salvou a mocinha – e todos nós – do lado negro da força.
A perda de
hoje é, infelizmente, irreparável. Sem super-herói no último instante.
E muito mais
triste.
Desta vez é o Steve
na capa.
Mas o “pray”
faz mais sentido do que nunca.
Steve Jobs era
budista e mesmo que você não compartilhe de crenças espirituais, não é difiícil
entender como funciona um processo kármico.
Achar que
Steve Jobs deixou brinquedinhos bacanas para o mundo é tão pouco que chega a
ser ofensivo.
Steve Jobs era
um caçador de almas.
Sabia como
encontrá-las.
E tinha tanto
carinho por elas que quando as alcançava fazia questão de alimentá-las da
melhor maneira possível. Sempre trouxe nos olhos (o verdadeiro segredo dos tão
estudados keynotes) o brilho genuino que só os apaixonados conseguem ter.
E se o karma
estiver certo, Steve deve estar bem.
Obrigado
Steve. Vamos fazer valer. Vamos tentar ser os super-heróis dessa vez.
[texto extraído do blog http://updateordie.com/blog/]

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